Relacionamento

18 de Março de 2019

AMOR PLATÔNICO - O Mito do Casamento Perfeito!


AMOR PLATÔNICO - O Mito do Casamento Perfeito!

O mito do casamento perfeito nega a possibilidade do casal ser feliz. Sendo a felicidade no casamento alcançada por meio de muito esforço e constante renúncia, muito investimento e pouca cobrança, muito elogio e cautelosas críticas. O filósofo Platão, ao descrever o amor ideal, o chama de "puro e sem paixões". Para ele, a paixão é cega, material e falsa. Afirma ainda que o amor deve estar focado no caráter e na inteligência de uma pessoa, e não nas suas características físicas; o amor baseia-se não em interesses, mas nas virtudes da pessoa amada. Considerando esta realidade, entendemos que há perigos que circundam o relacionamento conjugal, sufocando-o e, por fim, matando-o.

Quero partilhar algumas crenças que nascem da ideia do casamento perfeito, que interrompem a construção de uma vida conjugal centrada no verdadeiro sentido do amor:

PRIMEIRO - NEGAR realidades existentes na relação conjugal – Isso é insensibilidade que beira a loucura porque simplesmente cobro do cônjuge perfeição. Tenho constatado que namorar é a arte de esconder. Daí, ao se começar errado, dificilmente dará certo, pelo fato de não se trabalhar as realidades existentes como: expressões da cultura, fatores econômicos, a importância da organização, diferenças intelectuais, entre outros.

SEGUNDO - ATRIBUIR ao Acaso, a felicidade – "... O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído". Não é razoável pensar assim, esta forma de pensamento deixa o relacionamento conjugal vulnerável, frágil e completamente aberto a variáveis que podem roubar o prazer da felicidade. Ser feliz é uma escolha, é doação em favor do outro; é trabalho consciente na construção da mesma.

TERCEIRO - ACREDITAR em almas gêmeas – Nada é mais destrutivo na relação conjugal do que a crença na existência de uma alma gêmea. Quando se acredita neste mito para o relacionamento, se descarta a possibilidade de erros, que podem ser pedagógicos. Não se consegue trabalhar com as frustrações que a relação conjugal pode proporcionar. Somos seres singulares!

A relação conjugal deve estar fundamentada no perfeito amor, que proporciona a pessoas imperfeitas se amarem e, assim, caminharem juntas e felizes para sempre!

* Bartolomeu Patrício é Psicólogo Clínico, Terapeuta Familiar, Teólogo e Palestrante

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Publicado por Bem Casados
em 18 de Março de 2019