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20 de Fevereiro de 2019

Casamento: origem e tradições


Casamento: origem e tradições

A história

A união entre uma mulher e um homem, reconhecida através de um rito ou autoridade, é uma tradição tão antiga quanto a própria humanidade. O que mudou, ao decorrer das eras, foram as formas e significado desse rito tão importante.

Inicialmente, o casamento era um ato de aquisição, onde o noivo comprava o dote da noiva que passava a fazer parte de suas propriedades.

Os casamentos eram por conveniência, casava-se por uma questão social, econômica, ou até política, como era o caso dos casamentos entre a realeza, por exemplo. Os casais normalmente eram formados pelos pais do noivos, que só eram formalmente apresentados depois que o matrimônio já estava acordado.

Somente no século XII é que o consentimento passou a fazer parte do processo do casamento, o Decreto de Graciano, de 1140, estabeleceu a necessidade da manifestação voluntária da vontade de unir-se em matrimônio.

Assim como a dissolução do casamento só se tornou uma possibilidade a partir de 1670, quando o governo era responsável por decidir se a dissolução fazia sentido de acordo com cada caso. Essa é a origem do divórcio como conhecemos hoje.

O casamento fora do caráter religioso data de 1836, quando a Europa reconheceu a possibilidade da união civil (reconhecido pelo estado), em que pessoas não religiosas podiam se casar de acordo com seus próprios preceitos.

Na sociedade atual, casamentos são reconhecidos como compromissos românticos, assumidos perante uma autoridade civil e/ou religiosa, em que os parceiros se escolher por conveniência e decidem, em comum acordo, dar o próximo passo.


Tipos de casamento

Hoje, existem alguns tipos de casamento, que são estabelecidos de acordo com o modo de divisão de bens, sendo eles:

Comunhão parcial de bens

É a mais comum hoje em dia, estabelece que, todos os bens adquiridos após o casamento serão divididos igualmente entre as partes. Mas, as posses adquiridas antes do casamento, não são inclusas na partilha.

Comunhão universal de bens

Quando os bens do casal, mesmo aqueles adquiridos antes do matrimônio, são divididos entre ambas as partes de forma igual.

Separação total de bens

Ao contrário da anterior, nesse caso não há junção de bens, em caso de morte de um dos cônjuges, o sobrevivente receberá o mesmo que os filhos.


Espécies de casamento

Diferente dos tipos, as espécies tem a ver com a forma como o casamento é realizado, sendo assim, eles podem ter os seguintes tipos:

Civil

É aquele realizado em cartório ou perante um representante civil autorizado. É um ato solene e reconhecido pelo estado.

Religioso com Efeitos Civis

Aquele que além do contrato civil também inclui uma cerimônia religiosa.

Conversão de União Estável

O contrato de união estável pode ser convertido em casamento com efeito retroativo a data de sua assinatura.

Consular

Aquele que é realizado fora do Brasil. Neste caso, o contrato deve ser levado a registro em até 180 dias do retorno do (s) noivo(s) ao Brasil.

Nuncupativo ou In Extremis

É realizado quando um dos noivos corre risco iminente de morte. É o único caso em que o casamento pode ser oficializado sem o cumprimento das formalidades legais. Porém, é necessária a presença de 6 testemunhas que deverão confirmar o casamento perante autoridade competente em até 10 dias do ocorrido.

Putativo

Aquele que é anulado por um motivo desconhecido na data de sua realização, como a consanguinidade dos noivos, por exemplo.

Por procuração

Quando um dos noivos não pode estar presente e é representado por um terceiro através de procuração reconhecida em cartório.


Curiosidades

Etimologia

A palavra casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimônio tem origem no radical mater ("mãe"), seguindo o mesmo modelo lexical de “patrimônio”.

O noivado

Sua origem data do final do século VII, quando era uma obrigatoriedade legal antes do casamento. O rito incluía uma bênção nupcial e simbolizava o compromisso futuro assumido pelo casal.

Também era nesse momento que o ‘contrato nupcial’ era assinado, determinando a data, o montante do dote e uma eventual multa por recisão.

A aliança

É um símbolo de união, fortemente embasado na bíblia cristã, que usa repetidamente o termo aliança para representar o vínculo de Deus com os homens.

Sua localização, no terceiro dedo da mão esquerda, está ligado a uma crença antiga de que este dedo possuía uma veia que ligava-se diretamente ao coração.

O véu

Costume grego que tinha por intenção proteger a noiva do mal olhado de um admirador ciumento.

Jogar arroz nos noivos

Acreditava-se que jogar coisas doces sobre o casal lhe traria fertilidade e prosperidade.

Flores no trajeto da noiva

Um costume romano que significada que a noiva teria sorte e carinho perene de seu futuro marido.

O buquê

Em sua origem, o buquê da noiva era formado por alho, ervas e grãos, esperava-se que o alho espantasse os espíritos ruins e que as ervas e grãos garantissem um futuro próspero.

Relatos da idade média também apresentam buquês de flores como forma de disfarçar o cheiro da noive em uma época em que banhos não eram tão costumeiros.

Maio, o mês das noivas

Da mesma forma, maio é reconhecido como mês das noivas por ser o início da primavera no hemisfério norte, portanto, a época em que começava a esquentar e tomavam-se o primeiro banho do ano.


E você, sabe mais alguma curiosidade sobre o casamento e suas origens? Compartilhe com a gente!


Publicado por Bem Casados
em 20 de Fevereiro de 2019

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